terça-feira, 19 de setembro de 2017

COMO EDUCAR SEU FILHO EFICIENTEMENTE


          Na minha época de infância, eu, assim como muitas outras crianças de minha geração, era corrigido pelos meus pais – 90% das vezes pela minha mãe –, e isso envolvia levar umas palmadas (e não ser espancado, como dizem por aí, apesar de que há pais que exageram) e/ou ficar de castigo.


          Minha mãe adotava a política dos 3 avisos; na terceira vez, o “bicho pegava”. Além disso, ela empregava uma estratégia eficaz – e por sinal genial ­– para me CORRIGIR: minha mãe chegava em mim, após ter conversado comigo sobre eu tê-la desobedecido, e perguntava:

          - Você quer APANHAR OU você quer ficar de CASTIGO?
         
          Eu, querendo ser o espertão, pensei: “vou escolher apanhar, pois assim hei de ficar livre para fazer o que quiser depois”. Mal sabia eu que naquele dia, lascar-me-ia...
          
          - Ah, mas eu quero te deixar de castigo. Então você vai APANHAR porque VOCÊ QUER, e vai ficar de CASTIGO porque EU QUERO.

          PUTA! QUE ME! PARIUUU!!!               VAI! TOMAR! NO MEU! CUUU!!!

          Mas e se eu escolhesse ficar de castigo? Iria acontecer o inverso, eu iria APANHAR porque EU QUERO e ficar de CASTIGO porque ELA QUER. Não havia escapatória, apenas o fracasso. 
          Além de apanhar e ser proibido de fazer o que eu gosto, eu ainda ficava muito PUTO desgraçado da vida.

          Resultado disso tudo: eu pensava caralhamente 1 milhão de vezes antes de aprontar, consequentemente me comportava e não desobedecia. 
          Lembro-me de que TUDO (tudo mesmo) que eu pensava em fazer, eu pedia a permissão de mamãe. Na verdade isso é algo que deveria ser feito por toda criança, afinal os pais são aqueles que sabem o que é melhor para os filhos (pelo menos em tese).

          Eis aqui o relato da eficiência e genialidade de mamãe. Agradeço a ela por todas as “palmadas” e castigos que me deu, sem eles eu não teria o orgulho de ser quem sou atualmente.

         
OBS.: Se eu vou fazer o mesmo com os meus filhos? Mas é claaarooo!!!
Eles também irão sentir o mesmo ódio no coração que eu senti (não de mamãe, mas da situação).

E vou rir muito quando eles ficarem putos (vou rir só depois da punição e bem longe deles, senão perde o respeito).
Oh bicho maligno!

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